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Documentação

Chile (CLP)

O Chile tem três meios de pagamento — transferência bancária, cartão e carteira digital — na moeda CLP (pesos chilenos). Escolha pelo campo paymentMethod; sem ele, o padrão é transferência bancária. Mesmo endpoint de sempre — POST /transactions/v2/purchase — mudando currency para "CLP".

Os três métodos usam uma página de pagamento hospedada: o comprador não copia um código nem escaneia QR — ele é enviado para uma página onde conclui o pagamento (transferência, cartão ou carteira, conforme o método). O que você recebe é um redirectUrl — redirecione o comprador para lá.

O redirectUrl vem na própria resposta da criação. Diferente da Argentina, da Colômbia e da Bolívia (que entregam a instrução alguns segundos depois), no Chile o link já volta preenchido na resposta de POST /transactions/v2/purchase — fluxo de uma chamada, sem polling. Redirecione o comprador assim que a cobrança for criada.

Quando o pagamento cai, disparamos o webhook cashin.paid — igual ao PIX.

Só habilite CLP se a sua conta tiver um adquirente CLP configurado. A moeda da transação precisa casar com a do adquirente.

Os três meios de pagamento

O Chile aceita três trilhos de entrada, todos no mesmo endpoint e com a mesma página hospedada — muda só o paymentMethod, que define o que o comprador vê na página:

paymentMethodO que éInstrução
"BANK_TRANSFER"transferência bancária (padrão)redirectUrl na resposta
"CARD"cartão (crédito/débito) na página hospedadaredirectUrl na resposta
"WALLET"carteira digitalredirectUrl na resposta

Omitir paymentMethod usa BANK_TRANSFER. Os três compartilham o mesmo request e o mesmo fluxo de redirect; para o seu código, a única diferença é a string do método.

Dados do pagador: os três métodos exigem name, email e o RUT (em responsibleDocument). O phone é recomendado, não obrigatório. Veja o RUT logo abaixo.

Faixa da rede: CLP$ 1.000 a CLP$ 5.000.000 por transação — limites estimados, sujeitos a confirmação da rede chilena.

O RUT é obrigatório e validado

O RUT (Rol Único Tributario) é o documento tributário do pagador chileno — o equivalente ao CPF. No Chile ele é obrigatório nos três métodos e vai em responsibleDocument.

Diferente de outros países, o RUT é validado pelo dígito verificador (módulo 11) antes da cobrança ser criada: um RUT inválido é recusado com 400, sem ir à rede. Formatos aceitos — com ou sem pontos, com hífen antes do dígito:

  • 12.345.678-5
  • 12345678-5
  • 123456785

O dígito verificador (o último caractere) pode ser um número ou a letra K (ex.: 15.330.948-K). Se a sua tela tem um campo de documento, não force teclado numérico nem máscara de CPF no Chile — o K precisa ser digitável.

No checkout hospedado da Pagnovo isso já é tratado: em contas CLP o campo pede RUT, valida o dígito e normaliza antes de enviar. Pela API, mande o RUT em responsibleDocument em qualquer um dos formatos acima.

O que muda em relação ao BRL

CampoBRL (PIX)CLP (página hospedada)
currency"BRL" (padrão)"CLP" (obrigatório)
paymentMethodobrigatório ("PIX")opcional — default BANK_TRANSFER
nameobrigatórioobrigatório
emailopcionalobrigatório
phoneobrigatóriorecomendado
responsibleDocumentCPF/CNPJobrigatório — RUT (validado)
Instrução de pagamentopixCode, na respostaredirectUrl, na resposta

Limites da rede: mínimo CLP$ 1.000 e máximo CLP$ 5.000.000 por transação (estimados).

O peso chileno não tem centavos — mas amount continua em centavos, como em todas as moedas. CLP$ 1.000 é 100000, não 1000; CLP$ 5.000 é 500000. Mande sempre múltiplos de 100 (uma fração de peso é arredondada para o peso inteiro antes de ir à rede).

Exemplo — criar cobrança CLP

bash
curl -X POST "https://api.pagnovo.com/transactions/v2/purchase" \
  -H "Authorization: Basic $(echo -n 'secret:SUA_SECRET_KEY' | base64)" \
  -H "Content-Type: application/json" \
  -d '{
    "name": "Matías González",
    "email": "matias@ejemplo.cl",
    "amount": 500000,
    "currency": "CLP",
    "paymentMethod": "BANK_TRANSFER",
    "description": "Suscripción Pro",
    "responsibleDocument": "12.345.678-5",
    "responsibleExternalId": "user-1234",
    "postbackUrl": "https://seu-dominio.com/webhook"
  }'

Resposta — o redirectUrl já vem preenchido:

JSON
{
  "id": "17864385245624641191295936",
  "currency": "CLP",
  "method": "BANK_TRANSFER",
  "status": "PENDING",
  "amount": 500000,
  "redirectUrl": "https://checkout.magenpay.io/checkout/9f2c1e40",
  "expiresAt": "2026-10-23T09:25:24.748Z",
  "createdAt": "2026-10-23T08:55:24.748Z"
}

amount é 500000 = CLP$ 5.000 (centavos, apesar de o peso não ter centavos). Redirecione o comprador para o redirectUrl assim que a cobrança for criada — não há polling. Troque paymentMethod por "CARD" ou "WALLET" para os outros meios; o fluxo é idêntico.

O status fica PENDING até o pagamento cair; a confirmação chega pelo webhook cashin.paid (mesmo evento do PIX). Não existe cash-out em pesos chilenos: o saldo em CLP é liquidado para BRL pela Pagnovo e você saca em real — veja Como esse dinheiro vira saque, logo abaixo.

Como esse dinheiro vira saque

Cash-out em pesos chilenos não existe: todo saque da plataforma sai em BRL, por PIX. O caminho do dinheiro é sempre o mesmo:

  1. O comprador paga e o saldo entra em CLP.
  2. A Pagnovo liquida esse saldo para BRL pela cotação de câmbio do dia.
  3. O valor em BRL passa a aparecer no seu saldo e você saca pelo fluxo normal — POST /withdraws/cash-out, o mesmo de uma conta brasileira.

Você não faz nada no passo 2. Não existe endpoint de conversão, não precisa abrir chamado nem aprovar cotação — a liquidação é operada pela Pagnovo e o saldo em BRL simplesmente aparece. Do lado da sua integração, o Chile é só mais uma moeda de entrada: você cobra em CLP e saca em BRL como sempre fez.

O que muda pro seu fluxo de caixa: enquanto o saldo estiver em CLP, ele ainda não é sacável — só o saldo em BRL é. Consulte os dois em GET /accounts/balances, que devolve uma linha por moeda, e programe o saque em cima da linha de BRL.